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O papel da nutrição na depressão

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 mais de 10% dos adultos brasileiros sofrem com depressão e esse percentual é ainda maior se analisarmos somente a região sul do Brasil, a qual ultrapassou 15% de pessoas com este diagnóstico.

Apesar da depressão ainda não ter uma causa totalmente esclarecida, é consenso que este transtorno de humor tem influencias genéticas e ambientais. Dentre os fatores ambientais estão o estresse crônico ou precoce, traumas emocionais e infecções virais.

Mas e a nutrição? O que tem a ver com a depressão?

Pois então! Segundo a hipótese monoaminérgica, que explica a fisiopatologia da depressão, esse transtorno ocorre por uma diminuição dos níveis de monoaminas (serotonina, noradrenalina ou dopamina) na fenda sináptica ou por alterações nos receptores desses neurotransmissores.

Traduzindo, em pessoas com depressão é preciso aumentar os níveis de serotonina, o hormônio do prazer, da felicidade! E nisso a nutrição pode ajudar e muito!

O primeiro e mais conhecido nutriente com potencial para aumentar os níveis de serotonina é o Triptofano. O Triptofano é um aminoácido essencial presente no arroz, no amaranto, na banana, no feijão, nas nozes, no abacate, no leite, entre outros alimentos. Ou seja, aquele “PF” tradicional do brasileiro com arroz e feijão ou aquele mingau de aveia com leite e banana da vó, são ótimas opções para aumentar o consumo do Triptofano na dieta!

Outro nutriente bastante importante é o Ômega 3. Esse ácido graxo poli-insaturado, além de sua conhecida função anti-inflamatória, é um componente essencial nas membranas celulares do sistema nervosa central. Ou seja, o consumo adequado de ômega 3 previne a depressão e protege o cérebro para que as estruturas continuem funcionando corretamente.

Dentre os minerais mais estudados no tratamento da depressão estão zinco, magnésio, cobre e selênio. Os estudos apontam uma relação entre os baixos níveis séricos desses minerais com o aparecimento ou o agravamento da depressão. Desta forma sugere-se que a suplementação adequada desses nutrientes possa potencializar o tratamento farmacológico.

Já em relação as vitaminas, as mais citadas nas pesquisas são: vitaminas do complexo B, vitamina D, C e E. Sugere-se que o consumo adequado, e se necessário a suplementação dessas vitaminas, possa prevenir e auxiliar no tratamento da depressão.

A nutrição com certeza tem MUITO a contribuir para prevenção e tratamento da Depressão. Se você sofre com ela ou tem histórico familiar desse transtorno de humor, baseie sua alimentação em comida de verdade! Frutas, verduras, legumes, cereais integrais, tubérculos e raízes. E se tiver oportunidade procure um nutricionista para te acompanhar e te guiar no processo!

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