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O que é saúde pra você?

Neste Dia Mundial da Saúde, o Armazém do Colono reuniu integrantes do recém-criado Núcleo de Terapias Integrativas da Acibalc (Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú), para um bate-papo com o objetivo de mostrar que uma vida com saúde envolve muito mais que alimentação saudável. Nosso propósito é proporcionar saúde através da boa alimentação, mas, neste dia especial, vamos falar também sobre os outros elementos que compõem a ‘fórmula’ da qualidade de vida.

Agradecimento especial às parceiras Andrea Teixeira, terapeuta integrativa, coach e coordenadora do Núcleo; Greyce Kelli, vice-coordenadora do Núcleo que comanda o Instituto Greyce Kelli, e Rose Gleide Lima, naturóloga especialista em Iridologia. Confira algumas reflexões sugeridas pelas profissionais.

 

Busque um propósito.

Ter saúde e qualidade de vida envolve, antes de tudo, autocuidado. Além de um corpo saudável, fruto de boa alimentação, prática de exercícios físicos e medicina preventiva, é essencial ter alegria, diversão, ambiente harmonioso em casa e no trabalho, segurança e bons relacionamentos. Alcançar este equilíbrio só é possível com autocuidado e objetivo de vida.

Quando não sabemos o que nos faz feliz, dificilmente entramos em total harmonia com corpo, mente e espírito. O resultado de uma vida sem propósito e equilíbrio é estresse, ansiedade, depressão e outras doenças que começam na mente e terminam no corpo.

 

Pare e respire.

É preciso conhecer a si mesmo para se conectar com este propósito. A vida moderna é uma correria. Temos acesso a muita informação e tudo acontece em um clique. Isso, muitas vezes, nos faz perder o rumo e a noção do que tem valor. Para saborear a vida é preciso parar, respirar e viver o momento presente, ou seja, é preciso exercitar a espera. Quando nossa mente está no passado ou no futuro, vagamos pela vida e não vivemos, de fato, e ainda abrimos a porta para as doenças.

Apostar no mindfulness é uma forma de oxigenar corpo, mente e espírito ao mesmo tempo.

 

Reveja velhos paradigmas.

O ser humano é um baú de memórias. Nascemos. Vivemos. Morremos. Isso normalmente acontece em 70, 80 ou 90 anos. Aprendemos muito no decorrer destes anos, mas há registros hereditários e cultuais que antecedem essa jornada e influenciam nossas vidas. Nossas famílias começaram há muitos anos e nós trazemos crenças até mesmo do útero. O modelo social de nossos avós, pais e irmãos ficam arraigados em nosso ser e, muitas vezes, nos limitam. São as chamadas crenças limitantes que, muitas vezes, não compreendemos.

O mundo mudou. Você é diferente. É essencial respeitar os ancestrais, mas nossa vida acontece aqui e agora. Peça ajuda para se libertar de velhos paradigmas.

 

Novas mulheres.

O Novo Normal que estamos vivemos depois da pandemia da Covid-19 afetou sobremaneira as mulheres. O formato home-office de trabalho somado ao excesso de tempo ao lado da família, causados pelo isolamento social, gerou um estresse que muitas vezes culminou em depressão e até suicídio. As tarefas aumentaram e a pressão também. Seja em razão de perdas financeiras, relacionamentos ruins ou doença, o coronavírus sobrecarregou quem já vinha vivendo em desequilíbrio.

As mulheres costumam se doar mais do que os homens e, hoje, estão assumindo um papel que até poucos anos atrás não desempenhavam. Isso gerou um conflito de identidade. É preciso que as mulheres olhem para si mesmas e se reorganizem, pois este desequilíbrio afeta a saúde, o corpo e a mente, gerando muita ansiedade. Sejam egoístas saudáveis. Olhem para si primeiro, depois para os outros (marido, família, amigos etc.).

 

Ansiedade não é sobrenome.

É muito comum ouvir das pessoas a seguinte frase: “Eu sou ansioso (a).” Vamos entender por que isso não existe. A ansiedade é um sentimento ligado à preocupação, nervosismo e medo intenso. Apesar de ser uma reação do corpo, a ansiedade pode virar um distúrbio quando passa a atrapalhar o dia a dia, mas ninguém é feito de ansiedade.

Quem apresenta este quadro precisa identificar com a ajudar de profissionais de saúde e terapias quando e por que ele surgiu. A ansiedade pode envolver um desequilíbrio orgânico, trauma ou até carência. Não adianta tomar remédio regulamente sem tratar a causa. E, cuidado: ansiedade recorrente ou permanente causa muitos efeitos colaterais e afeta a autoestima.

 

Somos o que comemos.

Além de mexer o corpo para ativar os hormônios da felicidade, precisamos mexer na geladeira, na mesa e na mente para mudar nossa relação com a comida. O exercício físico muda nossos pensamentos, ativando várias frequências no corpo, e a alimentação adequada ativa nossa digestão e absorção nutricional positivamente. Ou seja, não basta comer bem, é preciso comer com calma e consciência. Mudar a relação com a comida interfere na vida como um todo. Humor, fisionomia, relações, saúde etc.

Evite usar a comida como moeda de troca, prêmio ou punição. O alimento não existe para suprir sentimentos e carências, mas, sim, para nutrir e proporcionar vida.

 

A felicidade é relativa.

Você sente que a sua vida está dando certo? Ela flui? Você se sente em conexão com a própria essência? Respire. Observe-se. Sinta. Esqueça o discurso da felicidade como um baú de ouro no fim do arco-íris. Isso não existe. Felicidade é, na verdade, um estado de espírito. É bem-estar. É aprender a ressignificar problemas, aceitar o que não tem solução e levar a vida de forma mais leve. Para fugir da armadilha da felicidade superficial é preciso exercitar o autoconhecimento e respeitar a própria individualidade. Pense nisso!

 

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